Quinta-feira, 22 de Março de 2007
Ministério de António Costa dá lugar a hotel de charme
(in Diário de Notícias)
 
O Ministério da Administração Interna (MAI) vai abandonar o actual edifício que ocupa na Praça do Comércio, em Lisboa (ala norte, do lado da câmara, vista para o Tejo) – onde estão situadas duas secretarias de Estado e a secretaria-geral –, que será cedido a uma entidade privada para ser explorado como hotel de charme, esclareceu ao DN o subsecretário de Estado da Administração Interna, Fernando Rocha Andrade. No entanto, o Governo abandonou o projecto de reunir todos os serviços deste ministério, actualmente dispersos por vários edifícios, num único, por ser demasiado oneroso. A alternativa é dividir os serviços em dois pólos: uma parte da ala oriental da Praça do Comércio, onde estão situadas as Finanças; e um edifício na Avenida José Malhoa.
Actualmente, os gabinetes ministeriais da Administração Interna dividiam-se entre a ala oriental (Finanças) e a ala ocidental da praça. Na primeira, estava o ministro António Costa e o secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita, enquanto na segunda estava a restante equipa: os secretários de Estado José Magalhães e Ascenso Simões e o subsecretário de Estado, Rocha Andrade, além da secretaria-geral. Até ao início da presidência de Portugal (1 de Julho), todos estes gabinetes terão de estar reunidos no segundo piso da ala oriental da maior praça de Lisboa, que vai vagar com a saída da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, extinta no âmbito do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE). O edifício entretanto liberto das duas secretarias de Estado do MAI manter-se-á propriedade do Estado, mas vai ser cedido para exploração turística, com a criação de uma unidade hoteleira de alto nível. Lembrando que a criação de uma estrutura deste género é relativamente consensual no país, Rocha Andrade explicou que o edifício dispõe de características excepcionais para o efeito ao assentar num quarteirão único e independente.
Os restantes serviços da Administração Interna, actualmente dispersos, vão ser concentrados num edifício na José Malhoa. Segundo Rocha Andrade, as negociações com o proprietário estão praticamente concluídas, devendo este ser adquirido pela empresa pública, Parpública, que por, sua vez, o arrendará ao MAI.
Passarão para este edifícios os serviços centrais dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), as recém-criadas Direcção-Geral de Infra-Estruturas e Equipamentos e a Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária e a todo-poderosa central informática de alta segurança do SEF e do MAI.
Rocha Andrade considerou prematuro avançar com números do negócio, mas garantiu que o Estado vai poupar muito dinheiro. Com esta solução, vão ser alienados três edifícios, cessados cinco arrendamentos e cancelado o investimento na construção de um edifício de raiz para albergar o centro informático do MAI. Nas palavras do governante, o Estado "poupa nas rendas, encaixa com vendas, reduz despesas de funcionamento e ainda liberta espaço na Praça do Comércio para outros fins". Manuel Esteves
publicado por Marlene Marques às 19:26
link do post | favorito
Envie um e-mail
pesquisar
 
Maio 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
posts recentes

Vereador sobre eventual r...

Prioridade número um é at...

Anacoreta Correia teme co...

350 atletas em Lisboa no ...

Oposição exige que seja o...

Turismo: Lisboa subiu par...

Filmes da Argentina e Mal...

Carmona tenta convencer M...

Oposição vê eleições como...

Carmona partiu para expos...

arquivos

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Maio 2006

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

tags

actividades

agenda

intervenções

notícias lx

opinião

programa eleitoral

propostas

revista de imprensa

sobre mjnp

todas as tags

links
blogs SAPO
subscrever feeds