Segunda-feira, 23 de Abril de 2007
Ensino do Português é discutido em Lisboa

 (in Mundo Lusíada)

 

Neste mês de Maio acontece em Lisboa a Conferência Internacional sobre o Ensino do Português.

Entre 7 e 9 de Maio o Centro Cultural de Belém recebe o evento organizado pelo Ministério da Educação, através da Direção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC).

O evento apela à "participação empenhada de professores de português, de grupos de trabalho, de académicos e de agentes culturais de proveniência e de formação diversificadas" divulga a organização.

A Conferência Internacional sobre o Ensino do Português refletirá sobre os problemas de hoje no ensino da língua, incluindo enquadramentos pedagógicos e orientações políticas. Um dos problemas de destaque é o "deficiente domínio da língua" pelos estudantes, tanto em exames nacionais como em estudos internacionais.

De entre os debates estão os painéis “Língua Portuguesa - Ensinar um valor, preservar uma herança”, “O ensino do português no Brasil: paradoxos e desafios”, “Professor de português: que identidade?”, “Para além da literacia: a problemática da leitura”, e a conferência "Da Língua como Pátria", com Eduardo Lourenço (Prémio Camões 2001).
publicado por Marlene Marques às 12:44
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Domingo, 22 de Abril de 2007
8 mil escuteiros a comemorar 100 anos escutismo
(in Lusa)
 
Cerca de oito mil escuteiros juntaram-se este fim-de-semana no Parque da Bela Vista, em Lisboa, para comemorar o seu santo padroeiro, São Jorge, e o centenário do escutismo, assinalados hoje com uma missa celebrada pelo Cardeal Patriarca.
"A comemoração do dia de São Jorge é uma festa anual que celebramos e que este ano coincidiu com o centenário do escutismo", disse à agência Lusa o chefe Gouveia, responsável pela área da comunicação social.
Segundo o responsável, estiveram presentes no Parque da Bela Vista 97 dos 132 agrupamentos de escuteiros católicos existentes na região de Lisboa.
Nos dois dias, os escuteiros desenvolveram diversas actividades, entre música, peças de teatro e jogos diversos.
"Os Exploradores (11 aos 14 anos) fizeram hoje o jogo da Cidade, através do qual ficaram a conhecer a zona de Alvalade e a avenida de Roma, os Pioneiros (14 aos 18 anos) fizeram um jogo surpresa, os Caminheiros (18 aos 22 anos) estão no Terreiro do Paço a fazer vários jogos e os Lobitos (06 aos 11 anos) estão no parque a fazer brincadeiras", indicou o chefe Gouveia.
Em declarações à agência Lusa, o responsável explicou que "a ideia é que os miúdos se divirtam", porque "esta iniciativa não tem um peso pedagógico".
O dia de São Jorge e os 100 anos do escutismo foram assinalados hoje com uma missa celebrada, no Parque da Bela Vista, pelo cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo.(...) MCL
publicado por Marlene Marques às 15:46
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2007
Cruzeiros vão ter nova sala de visitas

 

 

(in Jornal de Notícias)
O porto de Lisboa vai investir 45 milhões de euros na construção e reabilitação do novo terminal de cruzeiros de Santa Apolónia. Ontem foi assinada a consignação da primeira fase da obra, com o consórcio constituído pela Somague e Seth, que deverá ficar terminada dentro de um ano. Seguir-se-ão outras duas, até 2009.
O pressuposto da Administração do Porto de Lisboa (APL) e do Governo é que o investimento se justifica em função da procura e que será auto-sustentável. A primeira parte das obras está orçada em 13 milhões de euros e inclui o desenvolvimento e a reabilitação dos cais que já existem, entre o terminal de cruzeiros de Santa Apolónia e a Doca da Marinha.
Segundo Manuel Frasquilho, presidente da APL , o objectivo é que o terminal venha a receber, depois de as obras estarem concluídas, uns 500 mil passageiros. Também a secretária de Estado do Transportes, Ana Paula Vitorino, se mostrou confiante na aposta de requalificação/alargamento do terminal de cruzeiros. "Os portos têm um papel importante na captação e valorização do turismo nacional, contribuindo para diversificar mercados emissores e produtos turísticos", disse, acrescentando que a aposta significa também "o reforço da centralidade Euro-Atlântica" de Portugal.
As obras têm como pressuposto concentrar todo o movimento de navios de cruzeiros de passageiros em Santa Apolónia, "numa zona nobre da cidade" e disponibilizar os actuais terminais de Alcântara e Rocha de Conde Óbidos e vão arrancar no segundo trimestre do ano. Dos 45 milhões de euros de custos previstos, 40% vêm de fundos comunitários.
O projecto tem autoria do arquitecto Rui Alexandre e integra o actual cais de Santa Apolónia e toda frente de acostagem até à Doca da Marinha,nas imediações do Terreiro do Paço. A primeira fase incide na reabilitação do cais, ao longo de 1.070 metros. A segunda avança no início do quarto trimestre e estará concluída no terceiro trimestre de 2009, com um orçamento de 24 milhões de euros. J. A. Souza
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(Nota Lisboa em Boas Mãos: Lembramos que a zona ribeirinha - onde se insere o novo terminal de cruzeiros -, bem como o novo Terreiro do Paço, são duas das grandes áreas inseridas no Projecto de Revitalização para a Baixa-Chiado sob a responsabilidade do Estado)
publicado por Marlene Marques às 15:00
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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007
Recomeço do funcionamento de incineradora preocupa
(in Diário Digital)
Prestes a retomar o funcionamento, a incineradora de resíduos hospitalares localizada no Parque de Saúde de Lisboa pode vir a registar novos problemas, idênticos aos que levaram a que a queima fosse suspensa no final de Março, após terem sido detectadas no atmosfera dioxinas e furanos 30 vezes superiores ao admissível.
Os receios foram manifestados à Rádio Renascença pelo epidemiologista Massano Cardoso, o qual salienta que, apesar dos novos testes realizados no início de Abril terem revelado emissões 14 vezes abaixo dos limites legais, o que foi classificado como um episódio pontual pode voltar a repetir-se.
Este professor da Universidade de Coimbra recorda os malefícios resultantes da exposição a longo prazo a este tipo de emissões, como sejam os «riscos, nomeadamente, de certas formas de doenças tumorais, assim como alterações hormonais porque, quer queiramos quer não, essas substâncias actuam como disrruptores endócrinos capazes de provocar alterações fisiológicas sobretudo nas crianças e nas grávidas».
publicado por Marlene Marques às 17:23
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População de Carnide reivindica centro de saúde
(in Jornal de Notícias)
Cerca de 200 pessoas reivindicaram ontem a construção de um centro de saúde, em Carnide, Lisboa, onde residem mais de 20 mil habitantes. A concentração teve lugar junto ao Hospital da Luz, em Benfica, ontem inaugurado pelo ministro da Saúde, Correia Campos. "Quisemos chamar a atenção para a necessidade de um centro de saúde na freguesia, para o qual já há um terreno" disse ao JN, Paulo Quaresma, presidente da junta local.
Após a entrega de um abaixo-assinado à comitiva governamental, o titular da pasta da Saúde acabou por conversar com Paulo Quaresma e com a presidente da Assembleia de Freguesia, Maria Vilar. "O ministro começou por afirmar que só hoje (ontem) teve conhecimento da situação e achou justa a nossa reivindicação" contou Paulo Quaresma. Correia de Campos, adiantou o presidente da Junta, considerou "que se poderá avançar para a instalação de uma unidade de saúde em contentores" e garantiu "inscrever no próximo PIDDAC a verba para a construção do centro no actual parque dos artistas que, nessa altura, sairá do local".
A população de Carnide utiliza as extensões do Centro de Saúde de Benfica, "que não têm condições" disse o autarca. Acresce que "sete mil pessoas não têm médico de família". Paulo Quaresma acrescentou que os médicos residentes na freguesia já apresentaram a sua candidatura. Ana Fonseca
publicado por Marlene Marques às 15:06
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Moradores dos Lóios aprovam queixa-crime
(in Diário de Notícias)
Miguel Santos, de 36 anos, morador no lote 232 do Bairro dos Lóios, em Chelas, Lisboa, continuava ontem em estado crítico no Hospital de São José, após ter caído, na segunda-feira, na caixa do elevador do prédio, sendo o seu prognóstico reservado. Os vizinhos realizam amanhã uma vigília na zona, entre as 18.00 e as 24.00 em sinal de solidariedade.
Na terça-feira à noite, os condóminos dos vários lotes dos Lóios decidiram avançar com uma queixa- -crime contra a Fundação D. Pedro IV, proprietária do bairro, para resolver o diferendo que os opõe, desde Dezembro de 2005, altura em que a gestão passou para aquela entidade. Os moradores equacionam ainda a possibilidade de interpor uma queixa contra o próprio Estado pelo não cumprimento de obrigações para com os realojados naquele bairro, quando a propriedade pertencia ao Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado.
Segundo afirmou ao DN, Eduardo Gaspar, da Associação Tempo de Mudar, "os moradores dos Lóios continuarão a fazer tudo para exigir condições dignas. Se não obtivermos respostas das instâncias judiciais portuguesas iremos para as europeias". A.M.I.
publicado por Marlene Marques às 13:12
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2007
Vereadora visita Externato das Descobertas

A Vereadora Maria José Nogueira Pinto visitou hoje o Externato das Descobertas, em Lisboa. A convite do director, João Rangel Lima, a autarca deslocou-se às instalações daquele extrenato para testemunhar as obras que estão feitas nas imediações e que têm vindo a perturbar o seu regular funcionamento.

"Estão a construir o que parece ser um loteamento sem os 100 metros de protecção em relação ao edifício do externato - previsto, de resto, na Lei - e ignorando completamente aquele equipamento escolar", conta a Dra. Maria José Nogueira Pinto.

O director do Externato das Descobertas fez saber à Vereadora de que o ruído e a trepidação provocados pela obra "já está a gerar muita perturbação nas aulas daqueles mais de 100 alunos", como conta a Dra. Nogueira Pinto, revelando que, "como não estão a respeitar as distâncias, existe mesmo uma ala daquele equipamento que poderá vir a ficar imersa no escuro, uma vez que a construção poderá impedir que entre a luz do dia".

Após a visita desta tarde, a Vereadora Maria José Nogueira Pinto entrou em contacto com o director do Urbanismo da CML, dando-lhe conta de toda a informação que dispõe, tendo em vista o esclarecimento rápido de toda a situação.

publicado por Marlene Marques às 18:00
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Lisboa vai ter Centro Cultural Russo
(in Lusa / Sol)
O Centro Russo de Cooperação Internacional Científica e Cultural (CRCICC) está a preparar com o Instituto Camões a abertura de uma extensão da instituição russófona em Lisboa.
«Penso que devemos desenvolver uma cooperação de vantagem mútua», disse Eleonora Mitrofanova à Lusa.
O centro de Lisboa terá um duplo objectivo: servir a comunidade de língua russa em Portugal e também divulgar a cultura russa junto dos portugueses.
«Há muitas pessoas que falam russo aqui em Portugal, pessoas de diversas nacionalidades (das ex-repúblicas soviéticas) mas que falam russo e querem que as crianças aprendam a língua e conheçam a história russa», explicou a directora do CRCICC, sedeado em Moscovo e dependente do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Além disso - defendeu a responsável -, numa altura em que «as relações económicas entre Portugal e a Rússia começam a desenvolver- se mais intensivamente» e que há mais turistas russos a visitar Portugal, «os portugueses vão precisar de pessoas que conheçam a língua russa».
Por isso, a extensão de Lisboa funcionará também como «centro de formação metodológica dos professores de língua russa em Portugal», adiantou.
Outra das funções da instituição será ter «um papel informativo junto da sociedade portuguesa sobre a Rússia», razão pela qual incluirá uma biblioteca e acesso ao espaço da Internet russo.
Haverá ainda exposições de fotografia e pintura de artistas russos, entre outras iniciativas, para que «os portugueses conheçam melhor a nossa cultura», exemplificou a responsável.
Actualmente, existem 32 centros russos na Europa e o CRCICC trabalha em 70 países, no total, incluindo alguns do norte de África, países árabes, do sudoeste asiático e da América latina, no que classifica como «o estrangeiro tradicional».
A instituição está também presente nas ex-repúblicas soviéticas que integram a CEI (Comunidade de Estados Independentes), que «antes pertenciam ao país e que agora já não pertencem, porque houve uma mudança de fronteiras».
Aí, os objectivos do CRCICC são diferentes dos do «estrangeiro tradicional», porque os jovens das ex-repúblicas soviéticas «querem ir estudar nas universidades russas», o que faz com que 90 por cento do financiamento da instituição vá para esses países, que têm um número maior de «compatriotas russos», esclareceu.
Segundo a responsável, nos últimos anos, o Governo russo tem dado montantes cada vez maiores ao CRCICC «para apoiar projectos», o que permite expandir a acção da instituição.
Eleonora Mitrofanova indicou ainda que, «numa primeira fase, caberá a uma representante da embaixada da Rússia em Lisboa avaliar quais são as prioridades» da extensão portuguesa do centro científico e cultural.
publicado por Marlene Marques às 12:48
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Maria José Nogueira Pinto visita Externato

A Vereadora Maria José Nogueira Pinto irá visitar hoje, dia 18 de Abril, o Externato das Descobertas, em Lisboa.

A Vereadora irá a convite do director daquele equipamento escolar, Dr. João Rangel Lima.

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publicado por Marlene Marques às 08:50
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Terça-feira, 17 de Abril de 2007
CML: oposição unida contra vereador
(in Portugal Diário)
Os vereadores da oposição na Câmara de Lisboa exigiram segunda-feira que o presidente, Carmona Rodrigues retire ao vereador Lipari Pinto a tutela da empresa que gere os bairros municipais, Gebalis. Recorde-se que o vereador da Habitação Social abandonou esta segunda-feira a reunião do executivo para «não votar contra» o relatório e contas relativo a 2006 da empresa Gebalis, da qual foi director-geral, entre 2001 e 2005. Na reunião, Lipari Pinto reiterou o pedido de demissão da administração da empresa e garantiu que o documento «contém erros e omissões grosseiros».
As declarações de Lipari Pinto, e a sua saída para não votar contra o relatório, levaram Carmona a suspender trabalhos, retomados 30 minutos depois já com a presença do vereador. O relatório não foi votado pela ordem dos trabalhos, passou para o último ponto da agenda, e acabou por ver a sua votação adiada.
No final da reunião do executivo, que começou às 15h30 de segunda-feira e se prolongou pela madrugada de terça, o vereador socialista Dias Baptista afirmou o «repúdio» do PS em relação à atitude de Lipari Pinto e considerou ainda, em declarações à agência Lusa, que «demonstrou uma grande falta de respeito pelo senhor presidente, pelos vereadores, pela câmara e pela Gebalis». «O senhor presidente devia-lhe ter retirado a tutela, o que não fez. «Este episódio só aguçou a falta de capacidade do vereador Sérgio Lipari Pinto se manter com a tutela de Gebalis», afirmou.
Já o vereador comunista diz que Lipari tentou protagonizar uma «prova de fogo» que surpreendeu a própria maioria social-democrata. Ruben de Carvalho reafirmou a vontade da oposição ao considerar que o vereador «não tem condições para tutelar a Gebalis».
Nogueira Pinto vai mesmo mais longe e afirmou à Lusa que a continuidade do vereador no pelouro da Habitação Social é «muito difícil». Para a vereadora do CDS, Lipari promoveu a «degradação do bom-nome da empresa» ao criar uma «comissão ad-hoc» para avaliar a Gelibs. O relatório desta comissão, que avaliou as obras lançadas entre 2001 e 2006, apontava má gestão e descontrolo dos custos das empreitadas. Para Nogueira Pinto, que deixará a câmara de Lisboa na próxima semana, «é um absurdo que um vereador que tem a tutela de uma empresa a queira matar quando a devia cuidar».
Depois deste relatório, o presidente da autarquia ordenou ao Departamento de Auditoria Interna da Câmara que elaborasse um parecer sobre a actividade da empresa. O departamento analisou as situações mencionadas no relatório da comissão e considerou que alguns factos descritos no documento «carecem de fundamento quanto à sua irregularidade e/ou são manifestamente inconsequentes», enquanto outros foram confirmados pelos auditores, de acordo com as conclusões do documento a que a Lusa teve acesso.
Na defesa do social-democrata, o vereador do PSD José Amaral Lopes afirmou aos jornalistas que Lipari Pinto «entendeu que não deveria participar [na votação] porque, como é público, não se quer comprometer com a gestão que tem sido efectuada pelo conselho de administração [da Gebalis]». Segundo Amaral Lopes, «o presidente entendeu que devia adiar-se a discussão da Gebalis e marcar uma reunião específica para analisar a situação da empresa».
Na reunião extraordinária do executivo foi ainda aprovado o relatório e contas da autarquia referente a 2006, com os votos contra da oposição, a abstenção do CDS, tendo passado com o voto de qualidade do presidente da câmara. Judite França
publicado por Marlene Marques às 15:22
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Oposição exige que Lipari Pinto deixe de tutelar Gebalis

(in Diário Digital / Lusa)

Os vereadores da oposição na Câmara de Lisboa exigiram segunda-feira que o presidente, Carmona Rodrigues (PSD) retire ao vereador Lipari Pinto (PSD) a tutela da empresa que gere os bairros municipais, Gebalis
O vereador da Habitação Social ausentou-se segunda-feira da reunião do executivo «para não votar contra o relatório e contas relativo ao exercício de 2006» da Gebalis, uma proposta subscrita pelo presidente, Carmona Rodrigues.
Numa declaração lida no início da reunião, Lipari Pinto afirmou que o documento «contém erros e omissões grosseiros, denotando pouco rigor na sua elaboração» e reiterou o pedido de demissão da administração da empresa.
Após a declaração de Lipari Pinto, Carmona Rodrigues suspendeu os trabalhos, retomados depois de cerca de trinta minutos, tendo o relatório e contas passado para último ponto da ordem de trabalhos e depois decidido o adiamento da sua votação.
O vereador, que assumiu o pelouro detido pela vereadora do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, até ao final da coligação de direita que governava Câmara, referiu que o passivo da empresa aumentou de 37,6 milhões de euros, em 2005, para 45 milhões de euros, em 2006.
O vereador socialista Dias Baptista afirmou o «repúdio» do PS em relação à atitude de Lipari Pinto, que, considera, «demonstrou uma grande falta de respeito pelo senhor presidente, pelos vereadores, pela Câmara e pela Gebalis».
«O senhor presidente devia-lhe ter retirado a tutela, o que não fez», disse.
«Este episódio só aguçou a falta de capacidade do vereador Sérgio Lipari Pinto se manter com a tutela de Gebalis», afirmou.
O vereador comunista Ruben de Carvalho considera que Lipari Pinto tentou protagonizar uma «prova de fogo» que surpreendeu a própria maioria social-democrata.
«O vereador Sérgio Lipari Pinto não tem condições para tutelar a Gebalis», afirmou.
O vereador eleito pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, afirmou que Carmona Rodrigues deve «tirar consequências» do comportamento de Lipari Pinto, numa reunião em que, disse, houve «insultos e acusações».
Questionada sobre a continuidade de Lipari Pinto no pelouro da Habitação Social, a vereadora do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, respondeu considerar «muito difícil» a manutenção do pelouro sob a responsabilidade do autarca social-democrata.
«Não tutelou verdadeiramente a empresa, entrou logo em guerra com o conselho de administração», afirmou a anterior vereadora da Habitação Social.
«Questão diferente era o senhor vereador ter feito uma proposta diferente daquela que eu fiz para uma nova estratégia e nessa altura era legítimo que quisesse um conselho de administração com um outro perfil», argumentou.
Nogueira Pinto considera que, por outro lado, Lipari Pinto promoveu a «degradação do bom-nome da empresa» ao criar uma «comissão ad-hoc» para avaliar a Gebalis.
O relatório desta comissão, que avaliou em especial as obras lançadas entre 2001 e 2006 pela Gebalis, apontava para má gestão e descontrolo dos custos das empreitadas.
Depois deste relatório, o presidente da autarquia ordenou ao Departamento de Auditoria Interna da Câmara que elaborasse um relatório sobre a actividade da empresa, em que ouvisse os responsáveis da empresa e realizasse o contraditório que a primeira avaliação não tinha efectuado.
O Departamento de Auditoria Interna analisou as situações mencionadas no relatório da comissão e considerou que alguns factos descritos no documento «carecem de fundamento quanto à sua irregularidade e/ou são manifestamente inconsequentes», enquanto outros foram confirmados pelos auditores, de acordo com as conclusões do documento a que a Lusa teve acesso.
Maria José Nogueira Pinto considerou que «é um absurdo que um vereador que tem a tutela de uma empresa a queira matar quando a devia cuidar».
«É uma situação um pouco aberrante», disse.
O vereador social-democrata José Amaral Lopes afirmou aos jornalistas, no final da reunião, que Lipari Pinto «entendeu que não deveria participar [na votação] porque, como é público, não se quer comprometer com a gestão que tem sido efectuada pelo conselho de administração [da Gebalis]».
Segundo Amaral Lopes, a oposição chamou à discussão outros documentos além do relatório e contas, nomeadamente os dois relatórios elaborados sobre a empresa.
«O presidente entendeu que devia adiar-se a discussão da Gebalis e marcar uma reunião específica para analisar a situação da empresa», afirmou.
Amaral Lopes desdramatizou um eventual mal-estar que a atitude de Lipari Pinto terá provocado entre os sociais-democratas, sublinhando que «o presidente não é o autor da proposta», a que o vereador da Habitação Social se opôs.
De acordo com Amaral Lopes cabe por lei a Carmona Rodrigues a obrigação de apresentar à Câmara aqueles documentos contabilísticos e financeiros.
Amaral Lopes respondeu igualmente que não há «fundamentos» para se colocar a hipótese de Lipari Pinto deixar de tutelar a Habitação Social.
Fonte do gabinete de Lipari Pinto garantiu à Lusa que o vereador agiu «em sintonia» com o presidente da Câmara.
Na reunião extraordinária do executivo, que se prolongou durante cerca de oito horas, foi aprovado o relatório e contas da autarquia referente a 2006.
O documento, que aponta para uma taxa de execução de 47 por cento do plano de actividades de 2006 e um aumento da dívida em 60 milhões de euros, foi aprovado com os votos contra do PS, PCP e BE, a abstenção do CDS-PP e os votos favoráveis do PSD.
publicado por Marlene Marques às 13:34
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