Sábado, 23 de Julho de 2005
Entrevista ao DN (Parte II)

"Câmara tem exercido ditadura burocrática"

Já falou muito em Carmona Rodrigues. Como analisa os outros candidatos?

- Corram como correrem, estas eleições serão sempre muito interessantes para Lisboa, suscitando um debate aberto e diversificado, que não fica prisioneiro de dois blocos. Sá Fernandes é um homem do contrapoder. A minha dúvida é saber se uma pessoa que corporiza o contrapoder pode corporizar o poder. Mas a candidatura dele traz um aspecto interessante, que é a capacidade de mobilização das pessoas contra o poder instituído, nomeadamente contra a ditadura burocrática que a câmara tem exercido. O candidato do PCP [Ruben de Carvalho] é um homem que conhece muito bem Lisboa. Quanto a Manuel Maria Carrilho, não sei até que ponto gostará de gerir uma grande máquina - é o que aquilo é - e terá capacidade de envolver as pessoas. Não tenho dúvidas sobre a seriedade ou a inteligência dele. Mas será um homem agregador? Tenho muitas dúvidas.

A câmara tem graves problemas financeiros. Aumentaria as taxas municipais?

- Em todo o lado a tentação é aumentar a receita. Mas não devemos ir por aí. Se resolvermos o problema pelo lado da despesa, nunca o aumento da receita será suficiente. Há muitos financiamentos externos, nacionais e internacionais, a que a câmara pode candidatar-se.

O aeroporto deve continuar na Portela?

- Obviamente, pois é um factor de competitividade de Lisboa. O Governo decidiu pô-lo em causa. E não lhe ocorreu dar cavaco à câmara. É a cultura que temos em Portugal cada um tem a sua quinta. Há a "quinta" do Governo e a "quinta" da câmara. Isto não pode continuar assim! Qualquer decisão estratégica sobre o aeroporto terá de passar por longas negociações com a Câmara de Lisboa. O aeroporto oferece segurança e é um factor decisivo para a economia da cidade. A retirada do aeroporto tornaria Lisboa mais periférica, mais longe da Europa.

O que fará com espaços culturais hoje sem uso, como o cinema São Jorge?

- Sou absolutamente contra o consumo de energias e recursos em mais infra-estruturas. Devemos encher as que estão. Se amanhã vier aqui dançar o Ballet de Boston ou o Bolshoi, só me congratulo com isso. Hoje já existe em Lisboa uma grande procura cultural. Mas falta-nos uma cultura de cariz mais popular, que tem si-do sistematicamente desprezada. Quem está na câmara quer reproduzir a política cultural do ministério. E a da cidade é muito diferente. Uma peça importante da cultura lisboeta, por exemplo, é a Feira Popular. Aquele espaço talvez não fosse o ideal. Mas a feira deve ser um factor de revitalização da cidade. Na zona oriental de Lisboa temos muito espaço é para lá que deve ir. Gostava também de pôr as bandas nos coretos durante os muitos meses de bom tempo que temos em Lisboa. Se houver um coreto com uma banda, as pessoas aproximam-se, sentam-se, ouvem, entretêm-se. Para uma população envelhecida, ouvir uma banda num jardim pode ser uma coisa importantíssima.


publicado por Maria José Nogueira Pinto às 12:05
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Entrevista ao DN (Parte I)

(Entrevista publicada no Diário de Notícias de 23 de Julho)


"Estes quatro anos foram muito maus para Lisboa"
Candidata democrata-cristã arrasa a "desastrosa" gestão do PSD na capital "Vida dos lisboetas tornou-se num inferno"

Por que motivo decidiu candidatar-se?

- Estou preocupada. O declínio de Lisboa deve ser apagado rapidamente. Os lisboetas vivem numa cidade cheia de pequenos problemas que podem ser solucionados.

Quando fala em declínio refere-se concretamente a quê?

- A tudo. Lisboa é uma cidade socialmente fracturada, em muitos aspectos abandonada. As obras têm sido erráticas, sem se integrarem num plano consistente. Lisboa está descalibrada tem bairros muito envelhecidos, bairros de realojamento que foram feitos segundo modelos que já estavam condenados em toda a Europa. E é uma cidade quase fisicamente dilacerada por eixos de penetração que não se destinam às pessoas que aqui vivem. Hoje só 35% dos 500 mil activos de Lisboa aqui residem. O grosso da população activa entra e sai todos os dias da cidade.

De quem é a culpa?

- As causas são múltiplas e remontam à década de 60. Nessa época, a política urbanística para Lisboa foi uma desgraça. E sempre tivemos uma lei de arrendamento péssima. Fogos habitacionais foram destinados a serviços, o que despovoou o centro da cidade.

Recordo que o CDS também esteve dez anos à frente da Câmara de Lisboa...

- Comecei por falar da década de 60 é uma responsabilidade colectiva. Nem sei quem é que presidia à câmara na década de 60...

Refere-se a Santos e Castro, pai do actual líder do CDS?

- Isso foi mais tarde. E ele foi um grande presidente da câmara! A verda- de é que a lei do arrendamento deixou degradar o património senhorios que recebem rendas de cinco ou oito euros não podem fazer nada. Por outro lado, foi disparatada a ideia de que os serviços públicos deviam estar no centro da cidade. A 2.ª Circular foi destinada inicialmente à cidade administrativa, o que nunca se concretizou. Em Madrid, por exemplo, os ministérios foram transferidos para a borda da cidade.

Fala só em problemas estruturais...

- Lisboa tem problemas estruturais!

E como se resolvem esses problemas?

- Toda a gente sabe como. Os diagnósticos estão feitos por toda a gente e não há uma panóplia de soluções inventivas. Podemos encontrá-las em cidades que já tiveram problemas similares e já os resolveram.

Dito assim até parece fácil.

- Não é fácil. Mas não é impossível. O que se discute nestas eleições não é a dificuldade - é a possibilidade. O facto é que os lisboetas estão zangados com a cidade porque acham que ela os maltrata. E a cidade que os maltrata é a Câmara Municipal de Lisboa. A câmara corporiza, aos olhos deles, uma entidade hostil. Se a pessoa pede uma licença para a coisa mais simples, demora três anos a receber uma resposta. Para quem tem um pequeno comércio de restauração e pretende fazer uma esplana- da, esse processo pode demorar dois anos. Estas pequenas coisas transformam a vida dos lisboetas num inferno. Além disso, Lisboa é um estaleiro. Como as obras não têm planeamento, as pessoas podem ficar com um monte de entulho indefinidamente à porta. Se quiserem remover o entulho, não têm interlocutor. Se quiserem contactar a câmara, há um gabinete de atendimento ao munícipe de onde ninguém responde. Eu própria já fiz essa experiência.

Mas é fundamental fazer o diagnóstico...

- Os diagnósticos estão feitos! O Laboratório Nacional de Engenharia Civil tem diagnósticos fabulosos. As universidades também.

Refiro-me ao diagnóstico político. O seu diagnóstico político é demolidor para a gestão de Santana Lopes em Lisboa.

- Estes quatro anos foram muito maus porque conjugaram dois aspectos negativíssimos o total desprezo pelas pequenas coisas que deviam ser resolvidas com rapidez e a falta de um plano estrutural. Santana Lopes fez uma gestão por cartazes. E Carmona Rodrigues também.

Não separa os dois?

- Não posso separar. Das duas, uma ou Carmona Rodrigues não estava satisfeito naquela equipa e teria saído, ou estava satisfeito. Até que ele diga o contrário, entendo que esteve ali de livre vontade, de corpo e alma, num projecto que não é perceptível para a maioria das pessoas. Esse projecto acabou por ficar nos cartazes.

Isso é um projecto ou a falta dele?

- São pinceladas. É preciso pôr os meninos a nadar vamos fazer sete piscinas! São precisas flores na Avenida da Liberdade: vamos lá pôr vasos! Tudo um pouco surrealista. Além daquela tentação de deixar o nome associado a uma grande obra, que se pensou ser o Parque Mayer, quando o que mais temos são espaços culturais infelizmente vazios. E o túnel, que visa abrir outra via de passagem. A grande opção do próximo mandato é esta: mais Lisboa para os lisboetas e mais lisboetas para Lisboa. Podemos fazer um túnel no Saldanha e outro mais adiante, mas o eixo central da cidade fica transformado em quê? Hoje está fora de Lisboa algo que faz muita falta: activos, classe média e gente mais nova.

Como compagina essa visão tão crítica do mandato do PSD com o facto de o CDS ter pretendido coligar-se com os sociais-democratas na corrida a Lisboa?

- O 20 de Fevereiro [dia das eleições legislativas] marcou uma ruptura na direita. Há dois momentos de recuperação dessa ruptura as autárquicas e as presidenciais. Seria sempre razoável e aconselhável que o CDS tentasse a coligação em Lisboa para não dividir eleitorado e garantir uma eleição. Outra questão é eu estar nesta candidatura, que não me obriga a nenhuma espécie de aval a uma gestão que foi desastrosa.

Enquanto houve hipótese de coligação, o CDS apostava em Carmona Rodrigues...

- Na perspectiva de uma coligação, o cabeça-de-lista seria do PSD e o número dois seria do CDS. Eu não estaria nessa coligação que de alguma forma avalizaria o candidato Carmona Rodrigues e a sua actuação na câmara. Mas numa candidatura sem esse ónus de coligação não me importo de estar.

Mas não mostrou também disponibilidade para uma coligação?

- Carmona Rodrigues quis concorrer sozinho. Por isso acho extraordinário que ele esteja já a pensar na governabilidade em Lisboa! Isto quando, à esquerda, existem três forças distintas. Se ninguém se incomoda com um espaço tripartido à esquerda, é de mau tom que à direita haja quem se incomode por existirem duas ofertas ao eleitorado. Em democracia é desejável que a oferta seja cada vez mais ampla. Dito isto, acrescento tenho poder para decidir onde me sento naquela casa, mas não tenho poder para impedir uma coligação pós-eleitoral. Nem o faria jamais - isso é uma questão do partido. Mas terei sempre a minha liberdade e a minha coerência. Estou a concorrer para ser presidente da câmara porque acho que Lisboa ganhava com isso. Mas se só me elegerem vereadora, serei vereadora.

Será mesmo?

- Sem dúvida. Se o CDS tiver uma política de coligação pós-eleitoral, não irei contrariá-la. Mas nessa coligação posso sempre reservar o meu lugar de vereadora. E não preciso de ser mais nada.

Vai enfrentar a acusação de que pode contribuir para a vitória da esquerda...

- Isso leva-nos à questão do voto útil. Mas para quem é útil o voto em Carmona Rodrigues? Acho que não é um voto útil para Lisboa. Os lisboetas não podem esperar dele mais acção ou menos omissão do que já revelou. Carmona Rodrigues é o único candidato que pode ser julgado já ho-je pela sua permanência na câmara. Não podemos fazer isso em relação a nenhum outro.

Esse discurso favorece a esquerda...

- A minha preocupação não é essa. A direita tem feito mais escolhas de mal menor do que a esquerda. O resultado está à vista tivemos dez anos de escolhas de mal menor que consubstanciam o atraso em que o País está. A democracia existe para oferecer alternativas às pessoas. Sempre que eu possa contribuir com uma alternativa e se quem votar em mim entender que eu sou capaz, esse voto é sempre utilíssimo. Não vejo razão para pedir aos lisboetas que abdiquem dele com o objectivo de ajudar Carmona Rodrigues contra a esquerda. Até porque ele não é de direita. E o PSD assume-se, desde o último congresso, como um partido de centro-esquerda. Porque é que um partido que neste momento está no centro-esquerda e um candidato independente que não se diz de direita hão-de querer os votos da direita? Os votos da direita vou buscá-los eu!

Sente-se preparada para ser autarca?

- Nunca me candidataria a um cargo para o qual não estivesse preparada.

Pedro Correia
Susete Francisco
DN-Rodrigo Cabrita


publicado por Maria José Nogueira Pinto às 12:02
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"Zezinha contra grandezas"

(Notícia Correio da Manhã de 23 de Julho)

Maria José Nogueira Pinto, candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa, aludiu ontem à exoneração do ministro Campos e Cunha e “ao dito por não dito” que marca as campanhas para definir o seu programa de candidatura como um “programa sério, que pode ser cumprido nas actuais circunstâncias e em apenas um mandato”.

Maria José Nogueira Pinto quis pôr de lado as promessas mas afirmou a necessidade de criar uma “ambição colectiva” entre os lisboetas. Em todo o caso, a ex-provedora da Santa Casa rejeitou as “megalomanias individuais”.

Segundo a candidata, o Parque Mayer é um exemplo disso mesmo e, “como está actualmente, é efectivamente um elefante branco”.

José Miguel Júdice, mandatário da campanha, sublinhou a sua militância no PSD, ainda que “hoje em dia pouco praticante porque a política me interessa muito pouco”, confessou. Júdice.

Disse também que o seu apoio é “pessoal” e afirmou não acreditar que “a filiação partidária seja um colete de forças”.

Diana Ramos


publicado por Maria José Nogueira Pinto às 09:17
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Sexta-feira, 22 de Julho de 2005
"Nogueira Pinto aposta na capacidade de fazer "

(Notícia Diário de Notícias de 22 de Julho)


"O que salvaria Lisboa era ter um programa de causas comuns, pois ninguém inventa nada. Os grandes diagnósticos estão feitos. O que faz a diferença é o modo e a capacidade de fazer", afirma a candidata do CDS/PP à presidência da maior autarquia do País. Maria José Nogueira Pinto, que ontem apresentou o seu programa de candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, garante que é capaz de mudar a cidade, "não com grande obras faraónicas" mas com a "resolução dos pequenos e grandes problemas dos lisboetas".

O programa, "sério porque pode ser cumprido", assente num compromisso com os Lisboetas conseguiu reunir vários apoios ontem tornados públicos. Além da presença do mandatário José Miguel Júdice, Medina Carreira, António Pedro Vasconcelos, Alexandre Castro Caldas, Rosalina Machado e Maria Antónia Palla enviaram mensagens de incentivo."Travar o declínio, revitalizar a cidade e criar as condições do futuro", constituem os três eixos do programa da candidata. Com vista a concretizar os princípios a que se propõe, Nogueira Pinto explica que para travar o declínio da cidade é preciso "arrumar a casa, dar confiança, prestar contas, criar uma rede social para idosos, prostitutas e sem-abrigo, dignificar a deficiência, melhorar a tranquilidade pública, reduzir a poluição". São ideias, reconhece, comuns a outros programas. Como, por exemplo a de tornar o município num promotor de políticas públicas de habitação" ou a de promover o desenvolvimento sustentável em detrimento do crescimento da cidade. "Ninguém inventa nada", diz Nogueira Pinto, que garante, todavia, ser "capaz de fazer"."

Luísa Botinas


publicado por Maria José Nogueira Pinto às 12:12
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"Maria José recusa fazer promessas inúteis"

(Notícia Jornal de Notícias de 22 de Julho)

"Maria José Nogueira Pinto apresentou, ontem, o seu programa à Câmara de Lisboa "sem megalomanias individuais" ou "promessas inúteis mas compromissos muito úteis para" a cidade.

Primeiro, explicou, "quer arrumar a casa". Isto é, "pôr a máquina a funcionar". A cabeça de lista do CDS à autarquia quer "atenuar a burocracia" e propõe a criação de um balcão municipal, com o modelo de funcionamento das Lojas de Cidadão. Entre as suas prioridades destacam-se a revitalização urbana, a luta pela manutenção do aeroporto da Portela e o lançamento de um "genuíno concurso internacional de ideias" para o Parque Mayer.

O CDS não acredita, lê-se no programa, que a sustentabilidade económica do espaço passe pela sua transformação numa "Broadway Lusitana".

O presidente do partido, Ribeiro e Castro, sublinhou que o "objectivo da candidatura é servir a cidade" e que essa missão só poderá ser cumprida com a vitória. O mandatário, José Miguel Júdice, afirmou que a ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia "merece ser eleita vereadora". A presidência também é merecida, apressou-se a justificar, mas as dificuldades são mais que muitas, reconheceu, recordando que em 2001 o CDS tinha "um candidato populista" e Portas só foi eleito vereador. Júdice recusou comentar a possibilidade de incorrer numa sanção pelos estatutos do PSD. Aos militantes democratas-cristãos assumiu-se como um social-democrata que aceitou o convite por amizade à candidata. Se não fosse ela, apoiaria Carmona Rodrigues."

Alexanda Inácio


publicado por Maria José Nogueira Pinto às 09:22
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2005
Apresentado o Programa "Lisboa com certeza em boas mãos"

Maria José Nogueira Pinto apresentou hoje o programa eleitoral "Lisboa com certeza em boas mãos".

Descarregar o Programa.

publicado por Maria José Nogueira Pinto às 17:39
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Mensagem da candidata do CDS aos lisboetas

Maria José Nogueira Pinto apresenta, esta quinta-feira, o seu programa de candidatura à Câmara Municipal de Lisboa.

(Notícia Radio Renascença, de 21 de Julho)

"Em carta aberta aos lisboetas, a que a Renascença teve acesso, a cabeça-de-lista do CDS-PP promete sanear as contas públicas da autarquia e faz um ataque cerrado à actual gestão de Santana Lopes e Carmona Rodrigues.

Na missiva, Maria José Nogueira Pinto refere que os lisboetas olham com desconfiança para Câmara, ao serem confrontados com notícias de "dívidas colossais" e "obras faraónicas", que ninguém sabe muito para o que servem.

Há muitos pontos da cidade em risco de derrotada, prossegue a candidata, para quem os habitantes da capital não compreendem porque é que lhes prometem mais túneis e mais buracos, numa clara alusão ao túnel do Marquês.

Mais à frente nesta carta, Maria José Nogueira Pinto refere que os lisboetas precisam de alguém com provas dadas de saber administrar bem, fazer contas e não desperdiçar dinheiros públicos, manifestando vontade de acabar com a imagem da Câmara como um "monstro burocrático".

A concluir a candidata do CDS gaba-se do seu passado na Santa Casa da Misericórdia e na Maternidade Alfredo da Costa, onde garante que cumpriu os compromissos a que se obrigou e saneou as contas."

publicado por Maria José Nogueira Pinto às 02:21
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Terça-feira, 19 de Julho de 2005
Depoimento do Prof. Castro Caldas

"Há cargos e funções que carecem de competência política, outros há que exigem competência profissional, explicitada num curriculum de obra realizada. A Dr.ª Maria José Nogueira Pinto terá a primeira, mas é pela segunda que me solidarizo com a sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa. Faço-o numa postura apartidária mas confiante de que o que ela sabe fazer bem feito será de certo útil para a Cidade em que gosto de viver."

Alexandre Castro Caldas
Professor Universitário


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publicado por Maria José Nogueira Pinto às 16:44
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Depoimento de António Pedro Vasconcelos

"(...)O que me impressiona na Maria José é a sua capacidade para entender o fundo das questões, para incentivar os seus colaboradores a fazer obra - o que contrasta com a pesada maioria das pessoas com quem, ao longo de 30 anos de democracia, tenho esbarrado no aparelho de Estado -, o seu gosto em arrumar a casa, em lançar alicerces, em mobilizar as pessoas, em fazer o que é necessário e o que é justo.

Não fossem as suas convicções ideológicas – Deus, Pátria e Família – e eu, que sou ateu e de esquerda, revia-me sem esforço em tudo o que faz e no modo como o faz: no entendimento do que é serviço público, no espírito de missão, na capacidade para ouvir argumentos e delegar poderes, no desprezo pelo imobilismo. Em conversas que trocámos por email no único período em que divergimos – e de que irei falar – cheguei a dizer-lhe que a única coisa que parecia separar-nos era que eu não ia à missa ao domingo.(...)"

"O primeiro contacto profissional que tive com a Maria José foi em 1984 (se a memória me não trai), no período fugaz em que foi Presidente do IPC (Instituto Português de Cinema). Havia uns meses que o meu filme “O Lugar do Morto” estava parado porque o produtor e meu ex-sócio, Paulo Branco, havia desviado cerca de metade das verbas que o IPC lhe havia confiado, para produzir outro filme: “Dans la ville blanche”, de Alain Tanner. Perante os meus avisos e o meu protesto, a anterior direcção do IPC (já nem me lembro dos nomes das criaturas!) havia feito ouvidos de mercador e lavado as mãos do assunto como Pilatos.

Quando a Maria José chegou ao IPC, apresentei-lhe o problema, apelando à sua intervenção no sentido de obrigar o produtor, que continuava tranquilamente a produzir o filme de Tanner, a repor as verbas desviadas ou a devolver o negativo entretanto filmado. O que a Maria José fez foi o que faria qualquer pessoa com o sentido da justiça e da boa gestão da coisa pública, coisa que infelizmente nunca abundou entre os “servidores do Estado”, pelo menos na área do cinema: ordenou uma sindicância, levou o produtor a admitir a impossibilidade de repor em tempo útil as verbas desviadas, e, de posse do negativo, propôs que o IPC avançasse com as verbas em dívida para que o filme pudesse ser terminado, assumindo o produtor a responsabilidade de repor posteriormente as verbas desviadas.

Sem essa intervenção, a minha carreira no cinema teria provavelmente acabado ali; e o filme, que acabou por ser um dos mais populares do cinema português, teria ficado reduzido a uma série de bobines impressas, informe e incompleto, catalogado como uma mera curiosidade para historiadores.

Mais: estou absolutamente convicto que, se a Maria José tivesse ficado mais uns anos à frente do IPC, o cinema português não teria chegado ao que chegou: divórcio com o público, deserto de investimento privado, hostilidade dos agentes da comercialização – distribuidores, exibidores, directores de canais de TV -, total dependência dos subsídios, iniquidade dos concursos, ausência de fiscalização, impunidade de algumas situações de incumprimento.

Anos mais tarde, quando aceitei ser o responsável pelo SNA (Secretariado Nacional para o Audiovisual), acabei por vir a reencontrar a Maria José como Sub-Secretária de Estado da Cultura. Cavaco Silva delegara a tutela do SNA em Santana Lopes, à época o Secretário de Estado da Cultura, que, por sua vez, decidiu entregar à Maria José o dossier do Cinema e do Audiovisual. Durante o breve período em que com ela trabalhei, os dossiers avançaram, elaborou-se uma Lei de Cinema (que viria a ser trucidada em Conselho de Ministros, já depois da sua saída, e que levou à minha demissão do cargo), e preparou-se um pacote de medidas estruturantes da actividade, que ficou na gaveta depois da sua saída - e da minha.

Tenho-me por um homem de esquerda, que aceitou um cargo num governo de direita porque os objectivos que eu traçara para o sector mereceram o acordo expresso do PM e porque me pareceu que era possível fazer alguma coisa para mudar os destinos do cinema português, impor rigor e transparência na gestão dos dinheiros públicos, lançar uma política integrada para o sector, estabelecer códigos de regulação e medidas de fomento da actividade, tirar benefícios da nossa participação na União Europeia, nomeadamente através do acesso a fundos estruturais para o sector e também de um papel mais activo na obtenção de uma discriminação positiva para os chamados “pequenos países” europeus. De todos estes objectivos, só a política europeia teve êxito, porque tive mãos livres para a executar. No resto, só enquanto a Maria José teve a tutela directa dos dossiers tive uma cumplicidade activa do governo - o que, diga-se em abono da verdade, só foi possível pela confiança que Santana Lopes, nesse breve período, dedicou à equipa que eu formei com a Maria José e os seus colaboradores.

O que me impressiona na Maria José é a sua capacidade para entender o fundo das questões, para incentivar os seus colaboradores a fazer obra - o que contrasta com a pesada maioria das pessoas com quem, ao longo de 30 anos de democracia, tenho esbarrado no aparelho de Estado -, o seu gosto em arrumar a casa, em lançar alicerces, em mobilizar as pessoas, em fazer o que é necessário e o que é justo.

Não fossem as suas convicções ideológicas – Deus, Pátria e Família – e eu, que sou ateu e de esquerda, revia-me sem esforço em tudo o que faz e no modo como o faz: no entendimento do que é serviço público, no espírito de missão, na capacidade para ouvir argumentos e delegar poderes, no desprezo pelo imobilismo. Em conversas que trocámos por email no único período em que divergimos – e de que irei falar – cheguei a dizer-lhe que a única coisa que parecia separar-nos era que eu não ia à missa ao domingo.

Uma única vez, portanto, lhe manifestei a minha decepção pela posição que adoptou – e que viria a revelar-se, quiçá pela sua presença – menos negativa do que eu poderia temer. Foi quando decidiu dar cobertura e participar activamente numa Comissão nomeada pelo então Ministro Moraes Sarmento para definir os contornos e as regras do Serviço Público de Televisão (!), cujo mandato implicava a extinção de um dos canais da RTP. Tive, na altura, um papel muito activo na oposição ás anunciadas medidas do governo e à constituição e objectivos dessa Comissão, onde não tinham assento vozes incómodas e onde vi, com desgosto, no meio de gente que nada qualificava para aquela missão, sentarem-se pessoas que estimo e respeito como o Miguel Sousa Tavares e a própria Maria José. Tive então oportunidade de lhe manifestar a minha apreensão pelas medidas dementes que o Ministro – qual elefante numa loja de porcelana – anunciava para a RTP. Foi nessa altura que trocámos uma extensa correspondência por email – a Zezinha estava em Madrid -, onde lhe manifestei a minha decepção por vê-la a colaborar num projecto dúbio – posição que resumi num livro que, entretanto, publiquei e a que chamei “Serviço Público/Interesses privados”. O resultado desse grupo de Trabalho acabou por ser inóquo e, de certo modo, atenuar os ímpetos do Ministro, por ventura graças ao bom senso de pessoas como a Maria José – não me custa reconhecê-lo – que terão tido um papel moderador relativamente aos activistas ignorantes e oportunistas servis que abundavam por lá."

António Pedro Vasconcelos


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publicado por Maria José Nogueira Pinto às 16:27
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"Saber fazer em tempo útil"

(Notícia Correio da Manhã, de 19 de Julho)


"Lisboa em boas mãos e saber fazer em tempo útil são as primeiras mensagens de Maria José Nogueira Pinto

O programa e listas estão a ser ultimados e Maria José Nogueira Pinto lembra ao CM que foi a “primeira” a defender a manutenção do aeroporto internacional em Lisboa, por uma questão de “competividade” da cidade que é a capital do País. E sublinha “os investimentos que têm sido feitos” para a rentabilidade. Curiosamente, Carmona Rodrigues, candidato apoiado pelo PSD, tem a mesma posição.

A também dirigente democrata-cristã, que apresentará o seu programa dia 21, bem como as listas, explicou ontem ao CM que o presidente da distrital de Lisboa, António Carlos Monteiro, será o número três. Uma escolha pelo “bom trabalho” desenvolvido na autarquia, como refere ao CM a candidata. O mesmo se aplica a Telmo Correia, a liderar a Assembleia Municipal.

Recorde-se que tanto Telmo Correia como António Carlos Monteiro foram adversários da actual direcção no último congresso. E chegou a vaticinar-se a exclusão de Monteiro das listas. Não se confirmou. Desta forma, o resultado eleitoral, seja ele qual for, não pode ser imputado, apenas, à actual direcção.

O número dois da lista para a vereação é Anacoreta Correia e o mandatário da candidatura é o ex-bastonário da Ordem dos Advogados, José Miguel Júdice. Morais Leitão, recém-filiado, também integra a lista para a Assembleia Municipal."

Cristina Rita com J.R.
publicado por Maria José Nogueira Pinto às 09:30
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Segunda-feira, 18 de Julho de 2005
O apoio de Henrique Medina Carreira

Apoio convictamente a candidatura de Maria José Nogueira Pinto à presidência da Câmara Municipal de Lisboa. É generosa, solidária e justa; preocupa-se genuinamente com a pessoa, as suas necessidades e a sua qualidade de vida. Detesta o espectáculo, a ostentação, a propaganda e a facilidade. De carácter inflexível,trabalha com apego, analisa com minúcia, pensa com rigor, concebe com sentido prático, decide com prudência e executa com rapidez. Realizou obras notáveis na Maternidade Alfredo da Costa e na Santa Casa da Misericórdia. Por tudo o que lhe conheço penso que, eleita, deixaria uma obra importante para Lisboa. Diferente, sem alardes, sem ruídos e sem quezílias.

HENRIQUE MEDINA CARREIRA


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publicado por Maria José Nogueira Pinto às 12:00
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