Quarta-feira, 21 de Março de 2007
Cá estamos!
Um ano e meio depois das eleições autárquicas e depois de tudo o que se passou (e se passa…) na Câmara de Lisboa, cá estamos para prosseguir esta rota incerta mas necessária.
 
O que fazem os vereadores da oposição nas circunstâncias em que, actualmente, vive a cidade?
 
Julgo que esta é a pergunta que se fazem muitos lisboetas. Pela minha parte, após 10 meses de acordo que o Presidente Carmona Rodrigues decidiu romper sem que, até hoje, tenha dado motivo consistente, e de ter trabalhado com entusiasmo no projecto de revitalização da Baixa-Chiado, de ter iniciado a “arrumação” da Habitação Social, um sector da maior relevância numa cidade cheia de carências, claramente necessitado de uma reviravolta que o reoriente para o que são hoje, em todas as grandes metrópoles, as políticas sociais de habitação, com pressupostos realistas, procedimentos eficazes e critérios claros que eliminem um clientelismo crónico que viola o princípio da equidade, e “agarrado” a Gebalis, empresa municipal que tem a seu cargo a importante missão de gerir os bairros sociais, não para me servir dela, enfiando e tirando militantes, utilizando-a como arma de arremesso partidário ou reduto de pequenos e patéticos poderes, mas antes procurando a forma mais adequada para a sua sustentabilidade, constato que é mais fácil e rápido desfazer que fazer, mantenho-me ao serviço.
 
De novo na oposição, o estatuto em si não me perturba. Em democracia a oposição tem um papel claro e uma utilidade manifesta. O problema com que me confronto é de outra índole. Que fazer e como fazer numa Câmara em estado de coma, ligada ao ventilador, que fazer por uma cidade e pelos seus cidadãos condenados a verem adiadas as suas aspirações mais legítimas?
 
Não sendo as eleições intercalares a melhor solução ela tornou-se a única solução. Que depende, como sabem, do PSD ou do conjunto de todos os vereadores da oposição. Que representam partidos. Que não têm nesta matéria, pelas piores razões, uma posição unânime.
 
Ir-me embora é abandonar e eu não abandono. Ficar pode ser uma forma involuntária de pactuar e eu não quero pactuar com situação que não criei e com as quais estou em profundo desacordo. Então, talvez reste o ficar de forma útil. Qual será? Em termos simples, para impedir grandes erros que possam comprometer a longo prazo tempos melhores, impedindo a aprovação de propostas casuísticas e circunstanciais geradas pelo mero oportunismo de sobrevivência da maioria. Mas também para propor medidas que possam contribuir para que o tempo não seja todo perdido. O tempo que Lisboa não tem.
 
Os vereadores da oposição fazem parte integrante do Executivo Camarário. Têm direito de iniciativa. Têm o seu voto. Podem, mesmo nas actuais circunstâncias, fazer uma gestão de danos que minimize o enorme prejuízo que esta situação acarreta para os lisboetas, para a economia da cidade, para a vitalidade de Lisboa.
 
É por tudo isto que aqui estou, num regime de voluntariado, cumprindo os compromissos que fiz aos lisboetas com a força que os seus votos me deram. Curioso é perceber, ano e meio depois, como as três medidas fundamentais do meu programa eleitoral estavam certas: Arrumar a Casa; Pôr as Contas em Ordem; Revitalizar a Cidade. Afinal são estes os três pontos críticos, ainda mais hoje que então. Muito mais úteis que as 305 medidas do Professor Carmona das quais já ninguém se lembra e de que não reza, nem rezará a história.
 
Cá estou, cá estamos, uma equipe pequena mas decidida, a que se têm somado as boas vontades de cidadãos reputados, dos mais diversos quadrantes políticos, não por mim como é óbvio, mas por serviço a Lisboa.
 
Em nome da decência e também da nossa sanidade mental estamos a trabalhar em três linhas: impedindo que se destrua todo o trabalho feito em 10 meses de coligação; opondo-nos a medidas casuísticas e oportunistas; tomando iniciativa em todas as áreas, apresentando propostas concretas e exequíveis, confrontando a maioria com o exercício de um bloqueio que cómoda, mas grosseiramente, quer atribuir à oposição.
 
E, claro está, ouvindo os munícipes, todos sem excepção, para os poder representar aqui, nas muitas situações de injusta discricionariedade de que são vítimas.
 
Tudo isto, entenda-se, com gosto e a alegria possível. Olhando mais para a frente do que para trás, e mais para Lisboa e para os lisboetas do que para a Câmara e a sua actual maioria.
 
Conte connosco.
 
Maria José Nogueira Pinto
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publicado por Marlene Marques às 18:32
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