Quarta-feira, 14 de Março de 2007
Arrumar a Casa é obrigatório
Também parte do PAOD da reunião de Câmara de hoje esteve em cima da mesa a racionalização dos custos da autarquia.
 
“A racionalização dos custos é muito importante. O Arrumar a Casa, que era um dos pontos fundamentais no meu programa, tinha exactamente que ver com a introdução destas medidas de racionalização. Na altura, eu já sabia qual era a situação financeira da Câmara – aliás, pu-la em cima da mesa nos debates televisivos -, e como esta máquina tão grande não é a máquina ideal para operacionalizar um programa eleitoral, seja ele qual for”, afirmou a Sra. Vereadora Maria José Nogueira Pinto, acrescentando: “A necessidade de reestruturar, a necessidade de introduzir racionalidade nesta máquina, quer no que diz respeito depois à contenção na despesa, quer no que diz respeito à operacionalização de quaisquer medidas, era fundamental”.
 
“Ora, estamos agora a assistir é a uma tentativa que acho tardia (mas mais vale tarde que nunca, uma vez que este executivo e a maioria a que eu pertenci já cá está há algum tempo), parecendo-me muito perigoso a forma fragmentada e casuística como são atiradas para cima da mesa medidas que efectivamente têm em vista a racionalização dos custos, que terão impacto na redução dos custos, mas que não é possível fazê-lo desta forma”.
 
Referindo-se a vários pontos que constituíam agenda de trabalho de hoje, a Dra. Maria José Nogueira Pinto lembrou que, nomeadamente “no que diz respeito ao outsourcing – que é uma medida muito adequada porque obviamente a Câmara tem que se modernizar e a maioria das câmaras de hoje já têm outsourcing em muitas actividades importante, como a própria higiene urbana, etc – era importante que a Câmara toda ela tivesse conhecimento da dimensão desse outsourcing antes de estar a decidir casuisticamente”. Porquê? “Porque o outsourcing é de facto uma decisão estratégica, uma vez que vai obrigar a um redimensionamento dos serviços, por um lado, a uma reformulação do próprio quadro dos recursos humanos através da reclassificação ou da reconversão de algum pessoal, por outro.
 
Ainda sobre a questão do outsourcing, a Vereadora mostrou-se muito inquieta: “É que da mesma forma que eu sou muito a favor para que estas grandes organização externalizem algumas das suas funções, tenho de ser no mesmo momento muito a favor a que a Câmara seja muito rigorosa na fiscalização do modo como esses serviços são prestados”. E explicou: “Por exemplo, na alimentação é preciso que a Câmara tenha um pequeno staff de dietistas e um veterinário, no mínimo, para poderem andar nos estabelecimentos e saber como é que está a comida, têm que entrar nas câmaras frigorificas e saber o que lá está dentro, etc, etc. Essa fiscalização também obriga a que a Câmara, dentro dela, se prepare para ter pessoas, poucas, para fazer a fiscalização destes contratos de forma muito aguerrida com as empresas, porque as empresas assim que se apanham com estes contratos na mão têm uma triste tendência para começar a prestar os serviços muitas vezes de forma deficiente”, acrescentou.
publicado por Marlene Marques às 17:30
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