Quinta-feira, 28 de Julho de 2005
Carta Aberta a Rodrigo Melo Gonçalves

Exmº Senhor
Deputado Municipal
Rodrigo Melo Gonçalves

Lisboa, 26 de Julho de 2005

Recebi a sua carta que li com a maior atenção e à qual respondo, mais em perplexidade do que esclarecimentos.

Em primeiro lugar devo dizer-lhe que o mais importante para mim, nesta campanha como na vida em geral é proferir pontos de vista e opiniões sérias e fundamentadas. O que significa que nenhuma coligação (que não integrei) branqueia posições menos correctas ou úteis para a cidade. Aliás, os Partidos têm um mínimo ético inamovível mas, como todas as organizações humanas, devem estar atentas aos factos e às suas consequências.

Queria o Senhor Deputado que eu fizesse a campanha da coligação? Porquê? a que propósito ? Em nome de que compromisso? Com que utilidade? Não entendo.

Aliás se o objectivo fosse esse (tão pobre !) não poderia eu personificá-lo já que lá não estive, nem nunca estaria.

Também o Senhor Deputado deixou de representar o CDS-PP, sinal que o assaltaram dúvidas sobre alguma coisa. É um direito que lhe assiste. Já não me parece lógico, salutar e racional que queira transferir para mim esse ónus, eu que julgo poder, com o que digo, exprimir o sentido da minha candidatura, enquanto, também candidatura do CDS-PP.

Mais fácil esta postura que a que ostenta de “ex” e “actual” em defesa de uma coligação (?) onde, tanto quanto sei, só figurava um vereador do meu Partido.

Para quem vive, conhece e ama Lisboa como eu, para quem a cuidou nas suas crianças, famílias e idosos, doentes com HIV, toxicodependentes, refugiados, imigrantes, o Túnel do Marquês e o Parque Mayer são uma anedota.

Posso e devo estar nesta campanha para desvelar as Lisboas ocultas que não brilham. Posso porque as conheço e devo porque com isso contribuirei, ainda que seja modestamente, para uma visão integrada, inclusiva, coesa e revitalizada de Lisboa. Com futuro. Para lá de repentes e voluntarismos, protagonizados por uns e, ao que parece, partilhados por si. Mas não por mim. Essa é a minha liberdade.


Com os melhores cumprimentos


(Maria José Nogueira Pinto)
publicado por Maria José Nogueira Pinto às 11:49
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