Sábado, 20 de Agosto de 2005
"PS e CDS exigem explicações a Marques Mendes "

"Em causa declarações de Carmona sobre negociação das listas e política de coligações"

(Notícia DN, de 20 de Agosto)

luísa botinas
susete francisco

"PS e CDS/PP exigiram ontem ao PSD que venha explicar se subscreve as declarações de Carmona Rodrigues. Numa entrevista publicada ontem pela revista Sábado, o candidato independente à autarquia de Lisboa - apoiado pelos sociais-democratas - diz que, caso vença sem maioria as autárquicas de Outubro, começará por pedir a colaboração do PS. E afirma também que, face à oposição do PSD à inclusão de um dirigente da Nova Democracia (Jorge Ferreira) nas listas para a Assembleia Municipal, sugeriu "outra forma de participar, algo ligado à autarquia, que poderia passar por uma consultoria ou qualquer coisa".

Uma situação que Miguel Coelho, presidente da concelhia de Lisboa do PS, qualifica como "muito grave, no limiar do sentido de ética". " A consultoria é um trabalho pago pelo município. Carmona Rodrigues está a confessar que sugeriu o uso de meios da câmara para garantir apoio político" da Nova Democracia, acusa o dirigente socialista, desafiando "Marques Mendes, como outros analistas sempre tão lestos a denunciar exemplos de corrupção moral" , a pronunciarem-se sobre esta situação. Já quanto à sugestão de uma coligação com o PS, Miguel Coelho é taxativo "O PS não faz coligações com o PSD. Nunca. Nem no poder nem na oposição."

Também o candidato socialista a Lisboa veio ontem pronunciar-se sobre as declarações de Carmona. Em comunicado, Manuel Maria Carrilho diz que é agora uma certeza que o seu adversário "negociou apoios político-partidários a troco da oferta de lugares remunerados". E acrescenta que a situação "atingiu uma tal gravidade que se torna imperativo saber se estas práticas são ou não caucionadas pelo líder do PSD".

Críticas à direita. O pedido de explicações aos sociais-democratas estende-se ao CDS. Para o presidente centrista, José Ribeiro e Castro, a entrevista ontem publicada deixou "claro que Carmona Rodrigues defende um acordo com o PS e, se necessário, com o PCP". "É indispensável que o PSD esclareça se essa é a sua política de alianças. O eleitorado de Lisboa tem o direito de saber", referiu ao DN. Quanto às negociações entre Carmona e a Nova Democracia, o líder do CDS diz que "é lamentável" "É o partidarismo no seu pior". Também Anacoreta Correia, número dois nas listas do CDS à câmara disse ao DN não achar "normal este tipo de negociações". Quanto ao facto de Carmona eleger o PS e não o CDS como parceiro privilegiado, o também deputado referiu que esta é uma "matéria de relações inter-partidárias que ultrapassa o caso de Lisboa".

Quanto ao PND, Manuel Monteiro afirmou ao DN que a "entrevista vem demonstrar que a Nova Democracia não mentiu". Às afirmações de Carmona - que diz que o PND "não tem expressão para dar apoio a ninguém"-, Monteiro responde que algum peso "deve ter, para ele ter querido fazer um entendimento e sugerir o que sugeriu". O líder da Nova Democracia garante, no entanto, que mantém o apoio à candidatura do actual vice-presidente da câmara, "esperando que situações desta natureza acabem na prática política".

Explicações. Ontem, durante uma acção de pré-campanha no centro histórico de Lisboa, Carmona Rodrigues garantiu que não falou com Jorge Ferreira, sobre a alegada atribuição de uma posição numa empresa municipal em troca da desistência daquele dirigente do PND de um lugar nas listas como deputado municipal. O candidato procurou desmistificar a questão dizendo que tal assunto "não tem pés nem cabeça". "O PND não existe. Falou-se na atribuição de lugares. Mas uma coisa é falar e outra é decidir e, sobre esta matéria, não decidi nada com o dr. Jorge Ferreira. Muita gente vem falar connosco sobre muita coisa mas, daí até ficar tudo definido, vai um grande caminho".

Sobre a colaboração com o PS, Carmona diz estar interessado, sim, num pacto de regime pós-eleitoral sobre assuntos importantes para a cidade. "Questões que exijam um consenso alargado serão objecto dessa procura de entendimento", afirmou o candidato. Que explicou a sua intenção, caso seja eleito, de começar por falar "com os partidos maiores indo até aos mais pequenos. E esta ordem apenas tem que ver com o grau de importância de cada um e com a votação que obtiverem". Quanto à negociação de lugares em empresas municipais com o PPM, Carmona volta a negar tudo o que vai para além do anunciado oficialmente. "O que ficou decidido foi que o PPM teria atribuídos dois lugares para a Assembleia Municipal. Mais nada", acrescentou."


publicado por Maria José Nogueira Pinto às 15:39
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