Segunda-feira, 22 de Agosto de 2005
Jornal de Notícias entrevista Maria José Nogueira Pinto
Haver cinco candidaturas é desafio muito interessante



(Entrevista Jornal de Notícias de 22 de Agosto)


Garante que a preparação para as eleições autárquicas em Lisboa está a ser uma experiência "divertida" e "muito enriquecedora". Maria José Nogueira Pinto, candidata do CDS/PP, está convicta na sua eleição e diz que a sua prioridadade será a revitalização da cidade e da sua economia.

[Jornal de Notícias] O que é a que a fez aceitar o desafio de candidatar-se à CML?

[Maria José Nogueira Pinto] Em primeiro lugar, o que conheço de Lisboa porque, ao longo da minha vida, tive a sorte de dirigir duas instituições que são pilares da cidade a Maternidade Alfredo da Costa e a Casa da Misericórdia (SCML). Sou lisboeta, gosto da cidade e achei que estas eleições eram uma oportunidade muito significativa por haver cinco candidatos. É uma riqueza para Lisboa.


Quando foi convidada, já estava decidido que não haveria coligação de Direita?

Já, já... O prof. Carmona Rodrigues entendeu que não queria concorrer coligado. Foi o entendimento dele. Então, colocou-se a necessidade do CDS/PP ter uma candidatura autónoma.

Se tivesse havido coligação, entraria nas listas?

Se fosse preciso, entraria.

Entraria numa lista liderada por alguém que tem criticado?

Quem tem criticado esta gestão é o prof. Carmona...Todas as críticas que possa ter feito ficaram muito aquém das que ele fez.

Cinco candidatos é bom?

É. São pessoas muito diferentes e interessantes. Vai obrigar a um debate. Quando cheguei, havia quatro temas Feira Popular, Túnel, Parque Mayer e um casino. Hoje, os temas são muito mais abertos. Foi interessante ver que o tema da arrumação da Câmara, que lancei na apresentação da candidatura, hoje é considerado por todos como necessário. Se não arrumarmos a Câmara, não temos condições de execução.

Sugere a eliminação de empresas municipais?

Não, as empresas municipais podem ou não ser interessantes. O que se verifica é que, em vez de eliminarem serviços, duplicaram-nos. A vantagem das empresas é a possibilidade de terem procedimentos de gestão mais ágeis do que os serviços administrativos e isso não aconteceu. As potencialidades acabaram por não ser aproveitadas. Isso tem muito a ver com a figura do gestor e nem sempre as escolhas são despartidarizadas.


Fala de algum caso particular?

Não, estou a pensar no geral. Ainda agora ouvimos dizer que aquele senhor fadista, do PPM, ia dirigir a Empresa de Gestão de Equipamentos e Espaços Culturais. É indiscutível que os equipamentos culturais se gerem melhor num quadro empresarial. Agora, se se põe uma pessoa que nunca geriu nada, a utilidade é zero.

Refere-se às suspeitas de troca de apoios que surgiram na candidatura de Carmona Rodrigues. Como vê essas notícias?

Se é verdade, é mau. E é duvidoso que essas forças políticas possam dar votos, a confusão pós-eleitoral é total. São facturas que ficam para pagar no dia seguinte.

A candidatura de Carmona está fragilizada?

Não sei. É sempre muito fumo, mas também não vi o fogo. Os compromissos que se assumem, sobretudo desta natureza, são engulhos muito grandes à gestão.

Disse que se, for eleita, cumprirá o mandato. Aceitará pelouros se o PS ganhar?

Se me derem autonomia para de-senvolver uma área como entendo, muito bem. Se não, não. O que eu advogaria era que quem ganhasse a Câmara apresentasse um programa para o mandato, que não era o programa eleitoral. Há pontos positivos em todos os programas e há uma dinâmica na campanha que leva a perceber com mais clareza alguns aspectos. Do meu ponto de vista, era mais sério que quem ganhasse apresentasse um programa para quatro anos, que pudesse reunir pontos positivos dos outros programas e que permitiria fazer um executivo camarário de luxo. Porque iria buscar pessoas de outras listas, sem o constrangimento de estarem a cumprir o programa de outro candidato.

Há condições para fazer isso?

Depende de quem lá chegar ter uma visão mais lisboeta ou partidária. Se tiver uma visão lisboeta, não deixará fugir a oportunidade, porque estão pessoas excelentes nas listas. Se tiver uma perspectiva partidária, não fará isto, mas também não fará mais nada.

Um passeio?

Do CCB à Expo.

Sítio preferido?

Campo Grande, o meu berço.

O mais positivo?

Sete colinas e um rio, há várias janelas que se abrem.

O negativo?

As lisboas ocultas.

Um jardim?

Campo Grande, tem muitos buracos e problemas de segurança.

Uma cidade-modelo?

Valência. Arrebatou-nos a Copa.

Uma música sobre Lisboa?

"Gaivota", Amália, David Mourão Ferreira, Alain Oulman.

Um livro?

Poesia, Álvaro de Campos.

E um filme?

"O pai tirano", por causa dos Armazéns Grandella.

O bairro onde reside?

Campo Grande.

Onde nasceu?

Campo Grande, na casa onde moro.

Que transporte usa?

Carro (embora não tenha carta), metro e muito a pé, tropeçando nos buracos dos passeios.


publicado por Maria José Nogueira Pinto às 09:03
link do post | favorito
|
Envie um e-mail
pesquisar
 
Maio 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
posts recentes

Vereador sobre eventual r...

Prioridade número um é at...

Anacoreta Correia teme co...

350 atletas em Lisboa no ...

Oposição exige que seja o...

Turismo: Lisboa subiu par...

Filmes da Argentina e Mal...

Carmona tenta convencer M...

Oposição vê eleições como...

Carmona partiu para expos...

arquivos

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Maio 2006

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

tags

actividades

agenda

intervenções

notícias lx

opinião

programa eleitoral

propostas

revista de imprensa

sobre mjnp

todas as tags

links
blogs SAPO
subscrever feeds